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Sobre a Acari Records

A Acari Records é a primeira gravadora especializada no mais importante gênero da música instrumental brasileira – o Choro. Com sede no Rio de Janeiro – cidade onde o choro nasceu há aproximadamente 140 anos – a companhia foi criada em 1999 pelos músicos Mauricio Carrilho, Luciana Rabello com o objetivo de mostrar a música dos principais compositores e intérpretes do gênero.

Sobre a Acari Records

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Who We Are

Acari Records is the first label specialized in the most important genre of Brazilian instrumental music – Choro. With head office in Rio de Janeiro – city where choro was born approximately 140 years ago –, the company was created in 1999 by the musicians Mauricio Carrilho and Luciana Rabello aiming at showing the music of the genre’s major composers and performers.

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Pulsação / Julião Pinheiro

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Pulsação / Julião Pinheiro

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Disponível: Em estoque

R$30,00

Descrição Rápida

Cartão de visita em forma de versos, a descrição é sucinta e precisa: é o samba que dita o ritmo de “Pulsação”, CD de estreia do músico que chega para mostrar que novidade e tradição podem muito bem andar lado a lado. Trata-se de Julião Pinheiro: violonista e compositor carioca que, apesar da juventude (28 anos de idade), tem bagagem de veterano. Não só pelo interminável repertório de sambas e choros que conhece como poucos. Mas, sobretudo, pela intimidade que tem com os fundamentos do samba e do choro.

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Detalhes

Samba é bom
É o ritmo que eu idolatro
Meu violão
Adora tocar dois-por-quatro

Cartão de visita em forma de versos, a descrição é sucinta e precisa: é o samba que dita o ritmo de “Pulsação”, CD de estreia do músico que chega para mostrar que novidade e tradição podem muito bem andar lado a lado. Trata-se de Julião Pinheiro: violonista e compositor carioca que, apesar da juventude (28 anos de idade), tem bagagem de veterano. Não só pelo interminável repertório de sambas e choros que conhece como poucos. Mas, sobretudo, pela intimidade que tem com os fundamentos do samba e do choro.

Intimidade construída em casa, no beabá aprendido com os pais,Luciana Rabello e Paulo César Pinheiro. Ela, grande cavaquinista e compositora das trincheiras dochoro. Ele, um dos compositores mais bem-sucedidos e mais produtivos da música popular brasileira. Nada mais natural que o lançamento fonográfico de Julião se desse na companhia dos dois. Luciana assina a produção executiva e toca cavaquinho em 13 das 15 faixas do álbum (nas outras duas, a cavaquinista é Ana Rabello, irmã mais velha de Julião).Já Paulo César Pinheiro é parceiro do filho em todas elas.

Caminho natural do experientecompositorque, depois de ser apadrinhado na adolescência por Baden Powell, especializou-se nas artes de fazer sambas e parceiros – do eterno Pixinguinha aos novos músicos que o procuram e se tornam, de certa maneira, seus herdeiros musicais. A parceria com o filho-de-fato nasceu há oito anos, das experimentações que Julião vinha fazendo no violão de sete cordas, em casa: “Fui mostrar a ele um esboço de música e, pouco depois, ele fez uma letra. Foi aí que descobri que tinha virado compositor. Que tinha feito um samba.”

Desde então, já foram 50 composições nascidas da parceria de mão-dupla –melodias de Julião letradas pelo pai e os versos de Paulo César Pinheiro musicados pelo filho. A primeira gravada foi “Tanto samba”, em 2010, pela cantora Mariana Baltar. No ano seguinte, foi a vez da valsa “Descuido” ganhar a voz de Amélia Rabello, tia de Julião.A terceira gravação veio com Lúcia Helena e Matias Correa – belo dueto que lançou a valsa “Lembrança viva”, em2014. Primeiros fonogramas de uma obra que, nas 16 composições inéditas de “Pulsação”, recria e cultua o eterno e bom samba. “É fundamental o artista conhecer profundamente a sua tradição para renová-la, para criar algo novo”, crava Julião.“Não acredito em quem nega a tradição por negar, ou mistura gêneros musicais por misturar.”

Diante do microfone, é o próprio Julião o intérpretede sua obra: bordando o disco inteiro com seu violão de sete cordas e entoando os sambas em seu canto macio e preciso – orasolo, ora dividindo os vocais com convidados como o pai-parceiro (“Samba é bom”), a irmã (“Samba da estrela cadente”) ou Gabriel Cavalcante, do conjunto Samba da Ouvidor, que acompanha Julião no encerramento do disco (“Vou-me embora”). Outras três faixas de “Pulsação” foram entregues a solistas convidados: Amélia Rabello (“Tem sempre alguém”), Glória Bomfim (“A revolta dos orixás”) e o grupo MPB-4 (“Bamba com bamba”).

Nesta última, o grande quarteto vocal é acompanhado pelo conjuntode jovens chorões do qual Julião faz parte desde 2007: o Regional Carioca, que se faz presente em outra faixa do disco (“Artimanhas”), assinando o arranjo e acompanhando o solista. O time de arranjadores do álbum é completado por Miltinho, do MPB-4 (“Bamba com bamba”), Cristóvão Bastos (“Quem é aquela” e “Cortejo da ilusão”) e Maurício Carrilho, arranjador das outras onze faixas, violonista em boa parte delas e produtor musical de “Pulsação”.

No canto de cada convidado e no colorido de cada arranjo, o samba de Julião Pinheiro se transforma a cada nova pulsação que se apresenta no álbum: dotelecoteco ao samba sincopado, das harmonias de choro aos coros de terreiro, do coração verde-e-rosa à melancolia da quarta de cinzas. Um samba novo e tradicional. Original e impregnado de sua própria história musical.

Umahistória que começou a ser talhadaainda na infância, antes dos dez anos. Foi entre um brinquedo e outroque Julião chegou ao violão de seis cordas, seu primeiro instrumento, no qual foi iniciado por Luciana, que lhe ensinou os primeiros acordes.Apaixonou-se pela sétima corda quando a irmã lhe mostrou a gravação original do samba“Preciso me encontrar” – composição de Candeia cantada por Cartola com acompanhamento do Regional do Canhoto, no qual brilhava o violão de sete cordas de Horondino Silva, o Dino. “Quero tocar assim”, projetou o menino, abraçando de vez a arte imortalizada por seu tio, o genial Raphael Rabello.

Falecido precocemente em 1995 (Julião tinha sete anos), Raphael seria – juntamente com Dino – uma das grandes inspirações do sobrinho, que transformaria o brinquedo em coisa séria (e depois ofício) como aprendiz degrandes chorões: BartholomeuWiese, Toni Azeredo,João Lyra (que dispensava o pagamento das aulas quando o aluno gabaritava os exercícios) e o já citado Maurício Carrilho,que lhe deu aulas na Escola Portátil de Músicae hoje é um de seus raros parceiros “fora de casa” – os outros são Alfredo Castro, Yuri Reis, Léo Pereira e Pedro Amorim.

Um time que ainda há de crescer muito, assim como a obra e a trajetória desse artista que, como se vê nessa primeira “Pulsação”, tem pela frente um futuro mais do que promissor.


FAIXA A FAIXA

1. O morro e o samba:Atualizando a temática do eterno A voz do morro (Zé Kéti), este chamado em forma de samba nasce com jeitão de clássico, cantado por um poderoso coro que denuncia: “Em cada morro que o samba mandou / Não manda mais.”

2. Quem é aquela: Quem não conheceu o Clube dos Democráticos – concorridosalão de dança na noite da Lapa – podeter uma ideia de seu ambiente (e suas donzelas) neste samba sincopado arranjado por Cristóvão Bastos.

3. Samba do navegador: Os ensinamentos e a sabedoria dão a tônica desse samba dolente que balança como o navegador que deixa a dor nas águas do mar.

4. Samba da estrela cadente:Brilhando sobre o mar, como a lua que um dia inspirou o menino Paulo César Pinheiro a escrever seus primeiros versos, a estrela-guia norteia esse samba cantado por Julião com a irmã, Ana Rabello.

5. Vento que passou: Nascido como um poema de Paulo César Pinheiro musicado por Julião, esse belo sambade amorsuperado tem entre seus destaques o quarteto de tamborins (Wilson das Neves, Celsinho Silva, Marcus Thadeu e Bidu Campeche) que requebra no acompanhamento.

6. Cortejo da ilusão:A ressaca da quarta-feira de cinzas dá o tom desse samba-sem-fim (o desfecho emendado no início) que é descendente de outros carnavais – como os cantados por Dona Ivone Lara e Silas de Oliveira (Os cinco bailes da história do Rio), Chico Buarque (Sonho de um carnaval) e a dupla Mauro Duarte e Adelson Carvalho (Carnaval).

7. Verde-e-rosa / Mangueira, árvore santa: Escola de coração de Julião e Paulo César Pinheiro, a Estação Primeira é a musa desses dois sambas que se inscrevem na linhagem de grandes tributos à escola, como Jequitibá (Zé Ramos), Exaltação à Mangueira (Enéas Brites e Aloísio Costa) e Piano na Mangueira (Tom Jobim e Chico Buarque).

8. Bamba com bamba: No balanço sincopado das décadas de 1960/70, este ótimo samba-sobre-samba é lançado com as participações especiais do Regional Carioca e do MPB-4 – intérprete da faixa, arranjada por Miltinho.

9. Samba é bom: Suprassumo da rima rica, o emparelhamento de “idolatro” com “dois-por-quatro” é só uma das pérolas desse samba dolente gravado com a participação especial de Paulo César Pinheiro – que traz sua voz boêmia (herdeira incontestável de Nelson Cavaquinho) para esse dueto com o filho-parceiro.

10. Pulsação: Atrinca desambas-sobre-samba se completa na faixa-título do CD: um sincopadoque presta tributo aos maiores ritmistasdo samba e foi gravada com três gerações na “cozinha”: dos veteranos Wilson das Neves e Jorginho do Pandeiro aos jovens Marcus Thadeu, Magno Julio e Bidu Campeche, passando por Celsinho Silva e Paulino Dias.

11. Tem sempre alguém: Guiado pelos violões de Julião (sete cordas) e Maurício Carrilho (seis cordas), esse samba herdeiro de Baden Powell ganha sua primeira gravação com toda a categoria de Amélia Rabello.

12. Artimanhas:O acompanhamento de Julião na interpretação desse belo samba-choro coube ao Regional Carioca, conjunto do qual ele participa desde 2007 e que se encarregou de fazer, coletivamente, o arranjo.

13. Esplendor: Com jeito dos antigos sambas de terreiro, é uma das pérolas do repertório – com uma melodia que parece feita sob medida para ser cantada em coro (como o belo vozerio dessa primeira gravação).

14. A revolta dos orixás: Temas recorrentes na obra de Paulo César Pinheiro, os santos afro-brasileiros e a natureza se encontram nesse samba-clamor gravado no canto verdadeiro (e imbatível) da ialorixábaiana Glória Bomfim.

15. Vou-me embora: Conjunto que conta com a participação de Julião desde 2010, o Samba da Ouvidor é o convidado que encerra o CD, interpretando a composição feita especialmente como “saideira” para as concorridas rodas de samba que o grupo comanda na Rua do Ouvidor, Centro do Rio.

Pedro Paulo Malta
Rio de Janeiro, 28 de outubro de 2015

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